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CapixabaNa ilha do mel do sudeste
October 07 Mensagem lida e ouvida hoje.Útil. Sempre.
October 05 Liberdade e amorUma das frases que mais me chamou a atenção nessa última semana foi atribuida a Ibsen – salvo engano – que dizia algo assim como: “O preço da posse é a perda.” Calou fundo. Porque a posse é um sentimento que acaba por se traduzir em bens materiais e é uma forma de amor, também. Talvez o primeiro degrau na compreensão do amor. Mas, o amor verdadeiro é livre, e para isso, é preciso estar preparado para a perda. Mas, como possuir e ser livre ao mesmo tempo? Só com a responsabilidade de se usufruir a cada momento do que se tem. Usufruir e viver. Livre. Ser zen. Até porque viver pressupõe possuir um corpo, uma personalidade, uma vida, uma família, amigos e trabalho, além do lazer propiciado por tudo aquilo que nos dá prazer. Só assim é possível conviver com as vitórias e glórias das posses e das perdas. A liberdade é a perda da posse e seu preço é inestimável. Pressupõe não temer. Se saber capaz de continuar caminhando, vivendo, e se saber ser tendo o que se tem a cada momento. Encontrar com um amigo de mais de vinte anos, que não via há tantos anos, me fez saber que cada um seguiu fazendo sua própria história. Soube assim, que um deles, ao ser confrontado com a derrota em sua vida profissional, decidiu prestar novo vestibular, cursou medicina e se tornou um médico feliz e bem sucedido. E, já cumulava um curso de mestrado em engenharia. Mas, até então não encontrava a felicidade naquela vida. Mudou. Perdeu. Renunciou. Tomou posse de si mesmo e de seu sonho e se realizou. Está se especializando agora em geriatria. Tem o dom. E já é feliz. Uma linda história de vida! September 20 Primavera tempo de flores.Há pessoas que precisam do inverno como um tempo de letargia, como uma borboleta ainda no casulo.
Tempo de amadurecer. Idéias e sentimentos.
Eu chamo tais fases de retiro espiritual!
Como quando a gente adormece e acorda.
O despertar é sempre como sair borboleta do casulo, voando de flor em flor...
Voar! Livre! Feliz!
Assim é a vida. Um sucessão de temporadas.
Viva a primavera! September 07 Viver é também dar risada.É! Homem não chora. Homem dá risada. O Zé Mané me fez dar muita risada. Ele é muito bom nisso. E, no final das contas, tá todo mundo entendendo que por vezes tenho necessidade do que chamo de meu retiro espiritual. Fico na minha. Calada. Escrevendo e lendo muito. Observando. Ponderando. Encontrando minhas respostas e aprendendoquais são as minhas perguntas. Cada um de nós, daqui do sítio, aprendeu a gostar do outro. Temos nossos conflitos. E os administramos. Mas, sobretudo e sobremodo, sabemos que nos gostamos. E, que no final das contas, é isso o que nos interessa. Nem sempre ganhando. Nem sempre perdendo. Mas, aprendendo a jogar. O jogo da vida! O amor permeia tudo isso. O afeto. O respeito. O bem querer. Graças a Deus! August 23 Em busca da felicidade.Há momentos na vida nos quais se deve observar, contemplar, meditar, orar. Momentos de repouso. Momentos nos quais nossas energias são recompostas. Não só no período de sono, ainda que a maioria se decida por tais momentos, porque não teve contato com yoga ou com meditação. A vantagem de momentos assim se mostra claramente nos chamados testes de Inteligência Emocional. Sim. Quem aprende a contemplar, a meditar, não perde o senso e a noção do que está fazendo e das responsabilidades que tem. Ao contrário, sabe lidar com elas, buscando o equilíbrio e a paz interior. Por acaso, li ainda há pouco um texto onde o escritor fala exatamente sobre isso. Mais adiante fui dar com uma estorinha contada por Paulo Coelho. Diga o que se disser, ele sabe como poucos simplificar e exemplificar. Pois contava ele que um devoto foi até um sábio em busca da felicidade. Recebeu dele uma colher com duas gotas de óleo. E foi convidado a passear pela residência do sábio. Na primeira vez, preocupado com a colher, nada viu. Da segunda vez, deslumbrou-se com o que viu, mas, descuidou-se da colher e perdeu as duas gotas de óleo. Pois o sábio lhe disse que na vida é assim. A gente não se descuida do que toma conta, mas, jamais deixa de observar o que está ao redor, se encantando com o que vê e ouve. Simples. Assim. Mas, para se conseguir tal intento, a prática da meditação é necessária. Aliás, é um exercício constante. August 17 Sejamos felizes.Jô e eu já conversamos sobre isto. Pessoas nascem. Pessoas morrem. Faz parte da vida.
Somos solidários. Mas, não podemos viver só de tristeza. Nem só de alegria.
Bom mesmo é a gente aprender a ser feliz também com a felicidade alheia.
Transformar em admiração o que poderia ser inveja.
Transformar em amor o que poderia ser apenas troca de interesses.
Sejamos felizes.
Merecemos isso! August 06 Superar é viver de forma saudável.Está sendo extremamente válido para mim, compartilhar também a minha dor, e ter consciência de que ela é ou melhor, era passageira. Porque já sentia em conjunto, a enormidade da alegria e da serenidade, presentes em mim e ao meu redor. Só que, mais uma vez, tive que ser generosa. Tive que dar atenção às dores alheias... E tinha uma preocupação, a de saber como estavam meus entes queridos. E, tudo isso, já na segunda-feira, em meio a tantas e inúmeras tarefas, pude constatar: estava tudo sereno. Constatei com clareza que a prescrição de florais foi a mais adequada para as minhas necessidades. Florais que mais parecem mágicos. Atenuam e agem diretamente nas emoções. E, há muito tempo eu já sabia que precisava deles, mas, esperava pela disponibilidade mútua, minha e da minha psicoterapeuta. Uma pessoa linda e responsável. De bem com a vida. Indicada por um médico homeopata de Minas... Claro que percebi pequenos esquecimentos, meus e de outras pessoas. Lá estava eu no balcão esperando meu capuccino e o que vejo? As chaves de um carro! A jovem do café Tabaco se responsabilizou e ficou com as mesmas. Graças a Deus caminhamos e freqüentamos locais onde a solidariedade está firme e presente. Ainda agora, a Mariana conversando comigo me questiona e tira dúvidas. Outra demonstração das pequenas grandiosidades da vida. Nos pequenos gestos! Mariana é capaz de perguntar e tirar suas dúvidas. Sem receios, Essa, vai longe! Quanto aos esquecimentos, esse padrão é normal, quando estamos com excessos de ocupação e preocupação. E, afinal de contas pré ocupar nossa mente, para quê mesmo?! Mas, claro! Contei e conto com os CDs maravilhosos do Gasparetto que é psicólogo e tira nossas dúvidas e receios. Nos dá suporte para compreender. Falando. Parece que ele tem uma coletânea de CDs. Tenho uns 3 de temas que considero mais essenciais para minhas reciclagens. Solidão é um deles. E solidão, segundo ele – um especialista – é a distância que sentimos em relação a nós mesmos. Se estamos centrados, a solidão não existe em nós. Mesmo que estejamos sós. Como no caso, por exemplo, dos que lidam com tarefas que exigem atenção para que a criatividade aflore, se faça presente. Ler e escrever exigem atenção e foco. Para que não haja dispersão. Ler é uma necessidade de quem estuda e se recicla. Solidão pois é a ausência do encontro consigo mesmo. E, sabem o que ele fala? Que a morte é o momento mais solitário da vida da pessoa. Porque exige que a pessoa esteja centrada nela mesma, para que possa estar serena. E, que por esta razão, a morte é alvo de medo. Medo desse confronto. Se lidamos então, conosco, serenamente, no dia a dia, não há razão para o medo. Daí, penso que se não há razão para o medo, menos ainda para a raiva, para o ódio que sentimos em relação a esse momento derradeiro e assustador... Mas, até entendo meus conflitos... Um deles, foi o fato de ter sido literalmente agarrada por uma criatura insana, exatamente na missa de sétimo dia de meu pai. Consciente de que havia ficado órfã de meu pai, chorava mansamente meu luto. Me despedia de meu pai. Quando – do nada – uma criatura desesperada me agarrou e gritou comigo, querendo que eu parasse de chorar... Acho que é por isso que tenho trauma de choro, e ainda não sei se superei de todos esse trauma... Cinderela Forever! Por isso, ao invés de chorar, eu odeio – ou odiava?! - a morte, simbolicamente, porque odeio – ou odiava?! - ter sido tratada de forma tão cruel e desumana. Cinderela Forever! Acho que mais uma trauma está sendo superado! Já vejo quatro pegadas na areia, e o colo que recebi, me foi precioso e válido. Já perdôo a morte e já perdôo a criatura que me fez sentir esse trauma. O perdão nos liberta! E conseguimos esse feito, quando olhamos nos espelhos da vida, face a face. E neles, vemos Deus – como quer que cada um de nós o conceba.
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